De volta a ativa com a #MLI2015

Da mesma forma como acredito em “paraíso astral” (comentei um pouco a respeito aqui), também acredito em “inferno astral” – sabe, aquela época do ano que antecede o seu aniversário e as energias, infelizmente, não conspiram muito ao seu favor.

Falta pouco mais de um mês para eu completar 21 anos (AAAAAHHHH!!!) e, céus, a impressão que eu tenho é a de que a minha vida tá de ponta cabeça! Umbreon (meu computador) pifou, um cartão de memória com 4GB de fotos desapareceu, Espeon (minha câmera) me deu um baita susto e tentei gravar um certo vídeo para o YouTube, mas não deu muito certo (ainda!). Por esses e outros motivos eu não estou conseguindo postar com certa regularidade por aqui – e isso, para a minha tristeza, acabou por atrasar muitos dos meus projetos. Desanima? Um pouco, mas nós não podemos nos deixar abalar, né?

Esses dias encontrei um pouquinho de motivação e é sobre ela que eu gostaria de comentar nesse post ❤

Semana passada ouvi falar sobre a Maratona Literária de Inverno 2015 (#MLI2015) e, curiosa, resolvi pesquisar um cadim pra saber do que se tratava.

Descobri que é um desafio literário criado pelo canal Geek Freak, que tem como objetivo te estimular a ler mais livros do que você está acostumado, em um mês. Pra deixar tudo mais divertido, o Vitor inseriu semanas temáticas para o período e, se quiser, você pode escolher livros que se encaixem nesses temas (você pode conferir quais são os temas/desafios aqui e, de quebra, também fica sabendo mais sobre o evento!).

Eu montei a minha TBR (to be read, livros que pretendo ler) com base nos temas estabelecidos e é ela que eu quero apresentar pra vocês agora ❤

Divergente chegou aqui em casa na semana passada e ele, por si só, acaba se encaixando em vários temas. É uma distopia – ou seja, adequa-se ao tema da primeira semana! -, é um livro com mais de 400 páginas (tem 500!), já foi adaptado para o cinema e com ele eu inicio uma trilogia!

O Filho de Netuno é um livro que está na minha estante há uns meses e como o azul prevalece na capa, resolvi inserí-lo na categoria “livro com capa azul” (mas se não valer, tudo bem, temos aqui mais um com mais de 400 páginas, he).


Um gato entre os pombos foi o livro que escolhi para representar o tema da segunda semana: thriller, suspense e terror! Esse pequeno tá na minha estante há tanto, tanto tempo, que com ele acabei me estipulando um desafio pessoal: ler um livro que está comigo há mais de três anos e que ainda nem foi tocado!

A Princesa à Espera representa a temática da terceira semana – YA, Romance e Drama – e também a categoria “livro que você ganhou de alguém”. O livro de capa roxa (ou seria lilás?) é também um dos únicos da série O Diário da Princesa que eu ainda não li, então estou bem ansiosa para saber o que Mia escreveu nessas páginas.

Esse meu exemplar de Alice no País das Maravilhas entra em “livro ilustrado”, já que essa edição da Universo dos Livros é toda ilustrada – essa do Coelho com o Chapeleiro é uma de muitas ❤

Perdão, Leonard Peacock chegou semana passada também. Ainda não sei ao certo se ele entra em algum dos desafios, mas quis colocá-lo na lista porque estou curiosa para saber o que Matthew Quick elaborou nele.

A #MLI2015 começa amanhã e vai atéééé o dia 3 de agosto. Será que eu, uma criaturinha que não está conseguindo ler nem um livro por mês, vou conseguir ler esses seis exemplares selecionados?! Vamos acompanhar!

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Como estou evitando usar Espeon até comprar um cartão de memória novo, as fotos desse post foram tiradas com o celular e editadas com os aplicativos VSCO Cam e PicsArt.

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A Esperança de Suzanne Collins


Pode ser que você já tenha ouvido falar de Jogos Vorazes, série escrita por Suzanne Collins. Talvez você já tenha assistido aos filmes que foram lançados e, quem sabe, lido os livros também. Não sei. Só sei que eu assisti aos três filmes e antes de ontem terminei de ler o último livro da trilogia.

Minha relação com A Esperança foi tortuosa. Comecei a lê-lo em 2013, se não me falha a memória, mas um detalhe fez com que eu pausasse a leitura por tempo indeterminado.

Desde o primeiro livro quem narra a história é a protagonista, Katniss Everdeen. Antes de qualquer outra observação, quero deixar claro que, pra mim, Suzanne soube escrever muito bem o ponto de vista da personagem. A vitoriosa do Distrito 12 é bem construída e sabe transmitir seus sentimentos, desde os mais puros (como o amor que tem pela irmã mais nova, Prim) aos mais conturbados (a angústia diante do que acontece com Peeta, a raiva que sente de Gale em determinados momentos e o ódio que nutre pelo presidente Snow). Só que a narração em primeira pessoa tem seus defeitos e eu não pensei que eles fossem me afetar tanto como afetaram, nesse livro.

O que temos da história é aquilo que Katniss sabe (ou supõe), escuta e vê e ela não estava presente em todos os lugares para que pudesse narrar o que acontecia neles. O Tordo não foi escalado para determinados resgates (mesmo que quisesse ir), nem assistiu muito do que cada distrito estava fazendo para trazer a Capital abaixo. Isso me incomodou. Eu queria descrições, queria diálogos, queria saber como Katniss se sentiria nesses locais, mas as autoridades não permitiam que ela comparecesse nesses eventos e às vezes nós apenas a tivemos sedada na cama do hospital enquanto coisas aconteciam. Fiquei frustrada. Talvez não tanto quanto a principal, mas fiquei do mesmo jeito e preferi interromper aquilo que estava lendo.

Retomei há pouco mais de dois meses, dessa vez munida de spoilers, mesmo sem ter assistido à parte I de A Esperança. Internet é perigosa. Você começa a ler coisas aparentemente inocentes no Facebook e no Tumblr, e acaba descobrindo que aquela personagem que você tanto gosta vai perder a vida naquelas páginas que estão ali, empilhadas na sua estante. Claro que eu sabia que muitos iam morrer. É uma guerra, afinal, e pessoas morrem nas batalhas. Mas fica aquele sentimento de “eu não queria que isso acontecesse”.

Foi com o coração apertado que voltei ao Distrito 12 com Katniss, acompanhei às gravações de prontopops e assisti Peeta aparecendo nos pronunciamentos da Capital cada vez mais magro e abatido. Reli os trechos que me fizeram abandonar a leitura pela primeira vez e então descobri o que é telessequestro e os efeitos avassaladores que esse tipo de tortura é capaz de causar em alguém. Xinguei Katniss por ser tão dura e agressiva com quem não merecia esse tipo de reação (por outro lado, gostei dessas atitudes. Faz parte da personalidade dela), gostei de vê-la “se aliar” à Johanna e senti o quão feliz ela ficou em um certo casamento.

Em campo, as coisas aconteciam em um piscar de olhos, exatamente como deve acontecer em um combate de verdade. Em um momento você está ali, com a sua equipe, e no segundo seguinte uma mina explode levando consigo a vida de alguém. Percebi que as despedidas começaram com aquele estrondo e foram longos os capítulos para que elas terminassem.

As partes que mais gostei (não está em ordem cronológica, nem de preferência): 1. Prim abrindo os olhos de Katniss quanto às intenções de Snow sobre o que ele fez com Peeta. 2. Katniss e Buttercup quando todos estão refugiados nos andares inferiores, enquanto o 13 é bombardeado. 3. Novamente, Katniss e Buttercup no 12, nas últimas páginas do livro. 4. O reencontro de Finnick e Annie (aliás, ela me surpreendeu na última vez em que aparece). 5. O reencontro de Katniss e Peeta. 6. Peeta e Gale conversando no porão de Tigris. 7. Johanna e Katniss treinando juntas. 8. O epílogo.

A Esperança foi minha companheira por muito tempo, tanto que até agora não consegui tirar o livro da capa azul de dentro da bolsa, não parei de pensar nas personagens criadas por Suzanne e ainda estou com essa sensação de vazio causada pela despedida (detesto pontos finais). Talvez seja isso que as pessoas costumam chamar de “ressaca literária”.

1.314 páginas a mais (Mês a Mês)

✔ Cinco fotos dia 05/05




Um dos meus programas preferidos da vida é visitar livrarias. Gosto de me embrenhar entre as estantes, olhar as lombadas, pegar os livros que chamam a minha atenção e, principalmente, gosto de conferir os preços. Quando o exemplar tá acima de vinte reais, não penso duas vezes: coloco-o de volta na prateleira, mas o valor dele fica ali, anotadinho na minha cabeça.

Quando vou a outra livraria – ou até retorno naquela que visitei primeiro – faço a comparação. Será que está mais barato? Será que o preço caiu? Será que compensa esperar mais para comprar? Hmmmmm.

Ultimamente eu tenho me surpreendido com os preços dos livros que encontro nas Lojas Americanas. Há um tempo encontrei O Herói Perdido e O Filho de Netuno por apenas 16 reais cada e sim, fiquei totalmente tentada a comprar, mas me contive. Tinha lido toda a saga de Percy Jackson e os Olimpianos, é verdade, mas aquela espécie de continuação ainda era um mistério pra mim. Não sabia se era boa, entendem? Então preferi não arriscar.

Acabei lendo O Herói Perdido em pdf mesmo e, céus, bateu o arrependimento por não ter comprado. Fiquei mastigando aquele preço na cabeça e foi bastante difícil de digerir, até porque voltei naquela mesma loja e os livros não estavam mais lá. Será que eu tinha perdido aquela promoção?!

Não, não tinha.

Uma das coisas boas das Lojas Americanas é que elas retomam essas promoções com frequência e esses dias, PÁ!, lá estava O Filho de Netuno por 16 reais outra vez. Como eu já tinha lido o primeiro da série, comprei a sequência. Alguns dias depois passei em outra Lojas Americanas e meu coração bateu mais forte de novo: A Marca de Atena e O Sangue do Olimpo também estavam na promoção. Não resisti. Levei.

Mas a saga d’Os Heróis do Olimpo não é a única em promoção.

Entre um livro e outro, encontrei vários “O Último Olimpiano” (último livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos) por apenas dez reais – e aqui eu estou me referindo à edição comercial, e não à econômica! Por isso resolvi mostrá-lo na última foto do projeto, mesmo que o meu não tenha sido comprado com um desconto tão bom quanto esse (snif!).

Então o meu Mês a Mês de maio serve como dica pra você que gosta de ler: as Lojas Americanas estão com descontos bem amigos, mas mesmo assim recomendo que seja feita uma pesquisa antes da compra. Pode ser que outros locais estejam com preços igualmente bons.

Mas antes de fazer a sua pesquisa de preços, que tal conferir o Mês a Mês de Máira, Myrlena e Camyli?